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Por Alexandre Alcantara

 

O acesso às informações financeiras dos contribuintes tem sido um eficiente instrumento utilizado pelas administrações tributárias no desenvolvimento das auditorias de natureza contábil. Os dados bancários viabilizam uma rápida identificação de fraudes de natureza contábil, permitindo a recuperação dos tributos sonegados, os quais dificilmente seriam identificados através do mero exame de livros e documentos fiscais.

Este acesso é facilitado pelo art. 6º da Lei Complementar nº 105/2001.

Art. 6º As autoridades e os agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios somente poderão examinar documentos, livros e registros de instituições financeiras, inclusive os referentes a contas de depósitos e aplicações financeiras, quando houver processo administrativo instaurado ou procedimento fiscal em curso e tais exames sejam considerados indispensáveis pela autoridade administrativa competente.

Parágrafo único. O resultado dos exa

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SPED - o fisco dentro da empresa

... E O SOPRO DIVINO DO DEUS FISCO DEU VIDA AO SPED.

 

Passou-me pela mente hoje o filosófico ditado: “Para quem sabe ler um pingo é letra...”.  É que nesta semana apresentei um seminário para alunos de contabilidade de uma universidade e a professora que nos convidou pontuou o seminário com a seguinte proposição: 
 
“- O balanço contábil de uma empresa é um ente vivo e fala através dos seus números para qualquer um que saiba sua linguagem.”
 
Penso que o SPED deveria ser rebatizado complicadamente de “EDVGFGI – Entidade Digital Viva de Gestão Fiscal Governamental Integrada”, pois contempla variadas ações fiscais integradas com municípios, estados e federação fechando o cerco sobre a sonegação fiscal e variados processos de corrupção política.
 
O SPED tem vida digital autônoma. Todas as nuances e peculiaridades da empresa que o gerou ficam registradas e falam tudo para os auditores fiscais e profissionais afins que entendem sua linguagem. 
 
Nestes últimos 20 anos atuando como cons
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Exame de Suficiência revelou deficiências

Contadores sugerem mudanças no ensino da contabilidade

 

Os altos índices de reprovação no Exame de Suficiência da classe contábil, com  30% para bacharéis em Ciências Contábeis e 24% para Técnicos em Contabilidade direcionou o  CRC SP (Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo)  a destinar parte significativa da programação temática da  22ª Convecon (Convenção dos Contabilistas do Estado de São Paulo) para a discussão e a busca de saídas para o  ensino dos cursos de Ciências Contábeis. O evento acontecerá no Mendes Convention Center, em Santos nos dias 17, 18 e 19 de agosto próximo.

 

Para Domingos Orestes Chiomento, presidente do CRC SP,  o resultado é preocupante e as medidas precisam ser adotadas com urgência em conjunto com o MEC e as instituições de ensino superior de todo o País, principalmente neste momento em que a Contabilidade passa por uma verdadeira renovação, com a  convergência das Normas  Brasileiras de Contabilidade aos padrões internacionais, uma realid

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Delinquência acadêmica

Na semana passada, a Ordem dos Advogados do Brasil divulgou as 90 faculdades que conseguiram a proeza de não ter nenhum dos seus alunos aprovados no exame da Ordem. SIM,  é uma proeza quase heróica não ter NENHUM dos seus alunos aprovados. Fico mesmo imaginando uma pegadinha, Ivo Holanda aparecendo na sede nacional da OAB e rindo à beça dos togados.

 

Mas não, infelizmente não foi “pegadinha”, mas sim o retrato cru da realidade do ensino superior brasileiro, na sua expansão a todo e qualquer custo promovida pelo recém falecido, e por isso canonizado, o ex-ministro da Educação  Paulo Renato Souza.

 

Ali, mais do que expandir o ensino universitário, Paulo Renato o loteou, rifou e o massificou com todas as características que  isso tem de pior. A maior parte da expansão foi feita apenas pelo viés da mercantilização, sem nenhuma outra preocupação.

 

A equação era simples para os aventureiros do ensino superior: Entra dinheiro, sai diploma. Uma compra vantajosa, com a grande vantagem de ser

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Auditar não é investigar

Há quem pense que auditores são investigadores, cuja missão é desvendar fraudes e conluios criminosos. Auditores são por vezes acusados de não terem detectado fraudes praticadas em empresas cujas demonstrações contábeis lhe são submetidas a exame. Existe, porém, uma enorme diferença entre auditar demonstrações financeiras e investigar (ou tentar descobrir) fraudes.

 

O objetivo de uma auditoria de demonstrações financeiras é verificar se, na opinião dos auditores que a realizam, elas representam adequadamente a situação patrimonial e financeira da empresa, considerando elementos tais como os seus resultados, o fluxo de caixa e outros, e se a contabilidade está de acordo com princípios aceitos. O objetivo de uma investigação de fraude é determinar sua eventual ocorrência, seus autores, o modo como foi perpetrada, quem dela se beneficiou. O simples enunciado dos objetivos da auditoria e os da investigação demonstra que as atividades não guardam relação entre si.

 

Uma investigação de fraud

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XBRL - A Tecnologia

As movimentações vertiginosas ocorridas nos últimos anos no ambiente contábil têm deixado alguns contabilistas atordoados por conta da crescente complexidade das obrigações governamentais. Depois de passar uma vida inteira de trabalho roendo o osso dos assuntos técnicos e legais para se estabelecer profissionalmente, o contador se deparou há poucos anos com desafios ainda mais espinhosos. O projeto SPED e o processo de convergência às normas internacionais de contabilidade expandiram conceitos e ampliaram a consciência dos fenômenos empresariais. Nem todos que deveriam estão conseguindo construir as competências necessárias para passar por essa metamorfose profissional.

Parece que a Contabilidade está se desgrudando do terreno da burocracia estéril e avançando para o campo da utilidade da informação. O esforço monumental de várias entidades ao redor do mundo para definir padrões universais de relatórios financeiros confirma essa tendência. A padronização de procedimentos e de formataçõe

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IFRS - Tempos Contábeis

Em um primeiro momento, pode haver a preocupação de observar um impacto objetivo da adoção do novo padrão de contabilidade, estabelecido pelos Internacional Financial Reports Standards (IFRS), sobre os balanços das empresas brasileiras, diminuindo ou aumentando seus resultados. Mas na avaliação de especialistas, os reflexos sobre os números podem não ser imediatos na leva de publicações referentes a 2010, divulgadas no primeiro trimestre deste ano.

Além disso, as mudanças exigirão das companhias, de seus administradores, acionistas e investidores um olhar dinâmico sobre o documento que, agora, não registra apenas o que já aconteceu, mas traz os potenciais efeitos futuros do que está sendo apresentado.

A tradição contábil brasileira estava vinculada às preocupações com o Fisco: como registrar as contas de uma empresa para calcular adequadamente os tributos a serem pagos. Nesta linha, muito dos valores utilizados não eram o valor econômico, de mercado, das transações, ativos e passivos,

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Onde estão os contadores no Brasil?

O gráfico abaixo mostra a distribuição dos contadores no Brasil.

pamGetMap.jpg Em cor vermelha, os estados com maior número de profissionais: São Paulo e Rio de Janeiro. Depois, num tom pardo (?), Minas, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segue com DF, Bahia e Pernambuco, na cor verde. Em azul os estados com 1000 a 3000 profissionais: Amazonas, Para, Mato Grosso, Goiás, Espírito Santo, Sergipe, Paraíba e Ceará. Os demais estados, com menos de mil profissionais. Os dados são da RAIS de 2010 e contemplam os empregos formais.

 

 

 

 

 

Fonte: Blog Contabilidade Financeira

 

 

http://www.alcantara.pro.br/novo/index.php?option=com_content&view=article&id=283:onde-estao-os-contadores-no-brasil&catid=36:profissao-contabil&Itemid=57

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XBRL - A nova linguagem dos negócios

Estamos vivendo uma época onde muita coisa está acontecendo ao mesmo tempo no universo dos controles empresariais e contábeis. As poderosas forças da globalização estão empurrando os países para a arena do comércio internacional e exigindo preparação cada vez maior dos membros partícipes. As regras são estabelecidas e quem não as cumprir estará em grande desvantagem frente às nações mais bem preparadas. Tal habilitação é fruto da prática de modelos administrativos aprovados por investidores internacionais, que priorizam a lisura da informação financeira. A busca pela uniformidade da informação tem mobilizado entidades reguladoras ao redor do mundo, as quais vêm se dedicando incansavelmente ao processo de convergência dos relatórios financeiros. O epicentro dessa agitação fica na capital britânica, mas precisamente no IASB (International Accounting Standards Board), entidade responsável pela modernização do pensamento contábil em nível mundial. O objetivo desse movimento é dar transparê

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