Estudo divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que 76,1% das 464,7 mil companhias que entraram no mercado em 2007 mantiveram-se operantes ao longo de 2008. De acordo com o estudo, essa taxa de sobrevivência foi diretamente proporcional ao porte das empresas.

Segundo o IBGE, as companhias com maior capital imobilizado tendem a permanecer mais tempo no mercado. Isso aconteceria porque, de acordo com o instituto, "os custos de saída costumam ser elevados". Já entre as empresas menores, que operam sem funcionários, quase 30% não existiam mais no ano seguinte.

O levantamento, denominado Demografia das Empresas, teve como parâmetro o Cadastro Central de Empresas (Cempre). Conforme os dados, em 2008 o País possuía 4,1 milhões de empresas ativas, ocupando 32,9 milhões de pessoas.

A relação entre o porte das companhias e sua sobrevivência é evidenciada pelo estudo, que mostra que as empresas com dez ou mais funcionários, que entraram no mercado em 2007, obtiveram taxa de sobrevivência de 95,7%. Entre aquelas com um até nove empregados, a taxa foi de 91,8%. Já as empresas sem pessoal assalariado registraram taxa de sobrevivência de 70,6%.

Mudança de porte – O estudo mostra também que, na média, de cada dez empresas surgidas em 2007, oito permaneceram com porte semelhante em 2008, e duas cresceram ou diminuíram seu tamanho.

Destrinchando essa análise, o levantamento informa que, das empresas que iniciaram suas atividades em 2007 sem pessoal assalariado, 20,7% já haviam crescido e alcançado a faixa de uma a nove pessoas assalariadas no ano seguinte. Um percentual de 1,4% dessas empresas alcançou a faixa de dez ou mais pessoas assalariadas em 2008.

Entre os negócios estabelecidos com um até nove profissionais assalariados, 6,8% passaram a ter dez ou mais trabalhadores em 2008. Entretanto, 17,9% deles reduziram seu tamanho e passaram a fazer parte da faixa sem pessoal assalariado. Analisando as empresas com dez ou mais pessoas assalariadas, 16,1% passaram para faixa de um a nove funcionários, e 5,2% reduziram ainda mais e passaram a atuar sem empregados.

O salário médio mensal manteve-se constante em 3,1 salários-mínimos. Os salários e outras remunerações pagos em 2008 totalizaram R$ 434,7 bilhões, com um rendimento médio mensal de R$ 1.255,95.

Regiões – As companhias das regiões Sul e Sudeste sobreviveram em maior percentual, respectivamente 79,8% e 79,1% deles mantiveram-se ativas em 2008. As empresas dessas regiões se posicionaram acima da média nacional do indicador de sobrevivência, que é de 78,1%. Por outro lado, as menores taxas são encontradas na região Norte (71,1%), Centro-Oeste (74,9%) e Nordeste (75,5%).

As 4,1 milhões de empresas ativas em 2008 tinham 4,4 milhões de unidades no País, das quais 51,7% localizadas no Sudeste, 22,4% no Sul, 15% no Nordeste, 7,5% no Centro-Oeste e 3,4% no Norte.

Os números de 2008 apontam para um saldo positivo na comparação com 2007, registrando um número maior de entradas em relação ao de saídas. Na comparação com 2007, houve um acréscimo de 4,1% na quantidade de empresas (169,6 mil), 5,7% no pessoal ocupado total (1,8 milhão) e 6,4% no pessoal ocupado assalariado (1,6 milhão). De acordo com o estudo, a idade média das empresas ativas era de 9,7 anos.

Fonte: DCI

http://www.sescon.org.br/?pagina=neocast/read&id=11703&sect...

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